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ARTIGO DE OPINIÃO: Brasil 7 x 1 Saúde Pública

Entre os debates mais intensos que permeiam a sociedade atual, uma questão que não pode ser colocada em segundo plano certamente é a saúde pública que está em uma linha tênue no território brasileiro.

O inesperado estar por vir é que o País terá data especial porque nele terá dois acontecimentos que tocarão na alma das pessoas: será eleito o novo Presidente da República, que decidirá da tirada do ano “horrible” que estamos passando – se tirar-, e será o ano em que a seleção de futebol tentará as desforra, na Copa da Rússia, pela vergonha da derrota por 7 X 1 contra Alemanha no Mineirão em 2014.

Há quem diga que sou pessimista demais. Há quem diga que sou otimista. Talvez eu tente apenas ser um observador nos acontecimentos deste planeta. Mas será que a sociedade vai dar um descanso daqui uma semana para assistir aos jogos da Copa do Mundo? Não é de se assustar que o comércio será fechado, poder público paralisado e um prejuízo incalculável, que torna-se pequeno ao sairmos às ruas e flagramos o patriotismo, escancarado pelas bandeiras e camisetas. E os nossos governantes e jogadores lucrarão de todos os modos possíveis.

Lamentavelmente, a saúde não é – e não tem sido nas últimas décadas –prioridade para os nossos governantes. O desinteresse é tão grande que, nas últimas eleições presidenciais, poucos candidatos tenham alguma proposta minimamente consistente para melhoria do setor. Em decorrência disso, notamos que a saúde

pública é fragmentada em relação aos outros setores, pois a falta de diálogo e vontade dos atores envolvidos persistem em não mudar completamente este cenário.

Somos bombardeados pela inconstitucionalidade, pois a Constituição de 1988 afirma que a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantindo políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário. No entanto, em nosso País aqueles que fazem as leis se esquecem de tê-las e colocá-las em prática, deixando o povo a própria sorte, ou melhor, própria morte. Diante de todas essas as atrocidades, o que incomoda mais é que no atestado de óbito das vítimas do descaso, está escrito: insuficiência respiratória ou falência múltipla dos órgãos. Enfim, as causas da morte deveriam ser trocadas por: descaso da maioria dos governantes para uma população que está abarrotada com promessas em vão. Acorda brazuca!

Por Reobbe Aguiar Pereira – Bacharel em Enfermagem. Mestrando em Ciências Ambientais. Pós Graduado Enf. Trabalho; Informática em Saúde; Urg. Emerg. e UTI. E-mail: reobbeap@hotmail.com

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