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ARTIGO DE OPINIÃO: Brasileiros pseudo-alfabetizados. Ordem e Progresso!

Por Reobbe Aguiar Pereira

Em meados do século XX, o escritor austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido a perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com a sua nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje repetido: “BRASIL, PAÍS DO FUTURO¨. Entretanto, quando se observa o problema do analfabetismo funcional que persiste intrinsecamente na realidade brasileira, percebe-se que a profecia não saiu do papel, pois a qualidade da formação educacional no País ocorre, infelizmente, por parte da negligência governamental e uma parcela da sociedade.

A filosofia aristotélica nos ensina que a política serve para garantir a felicidade aos cidadãos, com participação da educação inclusiva e com qualidade. Mediante disso, acredito que esse conceito se encontra deturpado no Brasil. Vivemos apenas como pano de fundo, com conceito em ter conclusão de curso, seja de nível médio, seja universitária já somos aptos em ter proficiência em qualquer temática exposta a nós. A realidade está além disso, está fora de cogitação; é apenas um pedaço do iceberg.

Pesquisas, tanto nacionais quanto internacionais, têm mostrado um quadro preocupante dos hábitos de leitura dos brasileiros. Em certos aspectos, o Brasil até melhorou na venda de livros e revistas, mas experimenta um problema, a deficiência na compreensão do que é lido. Compreensão como este, apenas 8 % tem plena consciência em entender e expressar por meio de letras, números e imagens. Qual seria a raiz desse problema? São várias e facilmente identificáveis, mas que demanda políticas sérias tanto de ensino quanto de inclusão social. O hábito de ler existe, porém resta aos governadores colocarem leitores no caminho certo, a fim de que os resultados sejam bem melhores que os verificados hoje.

No que tange na minha preocupação é continuar esse processo, esse ciclo vicioso na sociedade. A população clama em ter uma boa educação, mas nada é contribuído, permanecendo apenas na oratório de políticos em vésperas de eleição e, contribuindo com isso, um enorme saldo de problemas na aprendizagem. É preciso tratar o tema com seriedade. De nada adianta ter dois professores em sala de aula, se os dois trabalharem de forma equivocada! É preciso diminuir o número de alunos por sala, pagar um salário decente para o professor e orientá-lo a trabalhar com estratégias adequadas. Cursos de extensão, atualização e aperfeiçoamento são imprescindíveis!

Acredito que a exigência em uma metodologia adequada para alfabetização, fará com que a profecia de Zweig torne-se real. Pois falar já gastou, já cansou, já desiludiu, já perdeu a graça. Precisamos de atos e fatos, orçamentos em que a educação tenha um peso considerável: fora isso, não haverá solução. O analfabetismo funcional no Brasil continuará, escandalosamente visível, caso não houver atitude.

Reobbe Aguiar Pereira – Bacharel em Enfermagem. Mestrando em Ciências Ambientais. Pós Graduado Enf. Trabalho; Informática em Saúde; Urg. Emerg. e UTI.

E-mail: reobbeap@hotmail.com

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