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Com tecnologia e controle, Tocantins garante qualidade do sangue utilizado pelos serviços de saúde

Pacientes do Estado recebem, diariamente, algum componente sanguíneo que irá ajudar em sua recuperação ou mesmo salvar sua vida. No Tocantins, a Hemorrede é 100% pública, constituída por 19 unidades hemoterápicas, distribuídas conforme plano diretor de regionalização da Saúde, seguindo o modelo e as recomendações do Ministério da Saúde e as normas de segurança internacionais. Estas normativas garantem a qualidade do serviço e dos hemocomponetes distribuídos para os serviços públicos e privados de saúde. 

Com esta grande responsabilidade, a Hemorrede está garantindo o fornecimento de sangue e hemocomponentes em quantidade e qualidade em todo seu processamento, que inicia com a ida do doador de sangue a um hemocentro ou local de coleta, após ser estimulado pelo setor de captação de doadores ou por iniciativa própria, como explica o biomédico do Hemocentro Coordenador de Palmas, Edmar Teodoro.

Ciclo de doação

Após a chegada do doador na unidade, ele deverá percorrer todo um sistema de atendimento que o classificará como apto ou não para doação. O doador se apresentará com um documento oficial com foto, é feito um cadastro, depois ele será encaminhado para uma sala de triagem clínica, onde são examinados seus sinais vitais, como temperatura, pulso, pressão arterial e o nível da hemoglobina no sangue.

Aprovado, o doador segue para uma entrevista, que responde sob sigilo, sobre possíveis riscos a que pode ter se submetido nos últimos tempos, como doenças recentes, uso de drogas e prática sexual sem proteção. Edmar Teodoro ressalta que esta é uma fase crucial para identificar candidatos inaptos devido ao risco da janela imunológica, período que pode não apresentar sintomas de alguma doença que poderá ser transmitida pelo sangue.

Após aprovação, o doador é encaminhado para a coleta de doação de sangue total, recebe todas as orientações do procedimento, é acomodado em poltrona para coleta, onde são retirados cerca de 450 ml de sangue, acondicionados em uma bolsa descartável e estéril. O procedimento leva em torno de 15 minutos e é 100% seguro.

Durante a coleta também serão retiradas amostras de sangue para a realização de testes de triagem imunohematológicos, como tipagem sanguínea, eletroforese de hemoglobina e os testes sorológicos para as doenças de interesse da saúde pública que podem ser transmitidas pelo sangue, como Aids, HTLV, hepatite B e C, sífilis e doenças de chagas.

O Tocantins também conta com a coleta de sangue por aférese, doação feita em uma máquina coletora, que separa os componentes do sangue por centrifugação, permitindo a coleta seletiva de um ou mais componentes do sangue.

Ao final da doação é oferecido ao doador a possibilidade de hidratação oral. Na Hemorrede, o lanche pré e pós-doação é padrão em todas as unidades de coleta de sangue do Tocantins. O lanche pré-doação é oferecido para iniciar a hidratação oral e quebrar o jejum, às vezes prolongado, antes da doação. Na pós-doação, o principal objetivo é repor o volume hídrico retirado na doação.

Processamento

No setor de processamento do sangue, após pesar, cadastrar, deixar de repouso após a doação e homogeneizar, o sangue será fracionado, separado em hemácias, plaquetas e plasma fresco, por centrifugação feita em equipamentos de alta performance.

Em outro local, as amostras coletadas no momento da doação já estão sendo analisadas e submetidas a exames, testes sorológicos de hepatite B e C, sífilis, doença de chagas, Aids, HTLV I/II; e hematológicos, como indicações do tipo sanguíneo e fator RH. Edmar Teodoro explica que todo o processo é feito num período médio de dois dias; enquanto isso, os produtos gerados do sangue ficam no estoque não liberado para garantir a segurança transfusional. Além dos testes sorológicos convencionais, amostras de sangue dos doadores também são enviadas para o sítio testador, em Brasília, onde serão realizados testes de amplificação de ácido nucleico para hepatite B e C e HIV, visando a segurança transfusional, tendo em vista que estes permitem a redução da janela imunológica, período em que a doença não é detectada em testes sorológicos convencionais.

Após a liberação do resultado negativo dos exames, as bolsas com componentes do sangue são armazenadas de acordo com sua classificação e prazo de validade. O plasma é congelado a menos 80° garantindo os fatores de coagulação.

O concentrado de plaquetas deve ser armazenamento após a preparação, em agitação constante, sendo mantido em faixas de temperatura entre 20°C e 24°C, com validade de cinco dias, desde que em agitação constante e bem condicionado.

Outro produto obtido é o crioprecipitado, suas condições de conservação e armazenamento dependerão também do tempo de congelamento, bem como da temperatura.  Deve-se manter a temperatura entre -20°C e -30°C para obter um prazo de validade de até 12 meses.

O biomédico do hemocentro finaliza que após o sangue ser liberado pelos testes e exames, os componentes podem ser encaminhados para transfusão conforme as demandas das unidades de saúde do Estado, e enquanto isso não ocorre, os produtos do sangue ficam armazenados com controle de temperatura informatizada em todos os equipamentos. 

A superintendente da Hemorrede do Tocantins, Pollyana Gomes, ressalta que a Hemorrede está buscando a automação de todo o processo do ciclo do sangue, com controle de qualidade focando na biossegurança, não deixando de lado o ensino e pesquisa, para trazer a população tocantinense um serviço de alto padrão.

Sangue

O sangue é um liquido essencial para garantir a vida,  uma mistura de várias células suspensas num líquido chamado plasma. O plasma representa cerca de 55% do volume sanguíneo. A água constitui 95% de sua massa. Os outros 5% são de proteínas, sais, hormônios, nutrientes, gases e excreções.

As células sanguíneas são produzidas na medula óssea e representam cerca de 50% da composição do sangue. Existem três tipos principais de células sanguíneas: as plaquetas, os glóbulos brancos (também chamados de leucócitos) e os glóbulos vermelhos (chamados de eritrócitos ou hemácias).

Hemocomponentes 

São produtos gerados, um a um, nos serviços de hemoterapia, a partir do sangue total, por meio de processos físicos (centrifugação e congelamento) – incluem concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma fresco e crioprecipitado.

Agencias transfusionais

O Tocantins conta com um Hemocentro Coordenador (HC), localizado em Palmas; um Hemocentro Regional, na cidade de Araguaína; um Núcleo de Hemoterapia (NH), em Gurupi; duas Unidades de Coleta e Transfusão (UCT), em Porto Nacional e Augustinópolis; uma Unidade de Coleta (UC) em Palmas/Anexo HGPP e 13 Agências Transfusionais (AT) Intra-Hospitalares: Agência Transfusional do Hospital Geral de Palmas (HGP), Agência Transfusional do Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR),       Agência Transfusional do Hospital Regional de Paraíso (HRP), Agência Transfusional do Hospital Regional de Gurupi (HRG), Agência Transfusional do Hospital Regional de Dianópolis (HRD), Agência Transfusional do Hospital Regional de Arraias (HRA), Agência Transfusional do Hospital Regional de Miracema (HRM), Agência Transfusional do Hospital Regional de Pedro Afonso (HRPA), Agência Transfusional do Hospital Regional de Guaraí (HRG), Agência Transfusional do Hospital Regional de Xambioá (HRX),         Agência Transfusional do Hospital Municipal de Colinas do Tocantins (HMCT), Agência Transfusional do Hospital Municipal José Sabóia de Tocantinópolis (HMJST) e Agência Transfusional do Hospital Municipal São João Batista de Taguatinga (HMSJBT). 

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