Lei recomenda reutilização de água da chuva em prédios públicos no Tocantins

A instalação de sistema próprio de captação e aproveitamento de água da chuva passa a ser obrigatória na construção e reformas de prédios públicos e programas habitacionais no Estado do Tocantins. O objetivo é promover ações visando ao aproveitamento racional e eficiente da água da chuva em todo o Estado.

É o que determina uma lei proposta pelo deputado Zé Roberto (PT), em coautoria da deputada Valderez Castelo Branco (PP), aprovada recentemente na Assembleia Legislativa. Em sua justificativa, a construção de prédios ecologicamente corretos apresenta grandes vantagens a médio e longo prazos, tanto econômicas, como ambientais.

“A reutilização da água da chuva já é uma experiência bem-sucedida em vários países. É importante adotar esse sistema em todo o Tocantins, especialmente nas regiões mais secas, onde as comunidades pagam um alto custo das tarifas de consumo de água potável”, disse Zé Roberto.

Para o deputado, a chuva é uma fonte de água doce valiosa, e sua captação é de extrema importância. “Além disso, precisamos preservar os ecossistemas como nascentes e mananciais, pois muitos deles se encontram ameaçados pelos crescentes índices de poluição”, alertou.

De acordo com o documento, o custo da água de reúso é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento. Portanto, muitas empresas, indústrias e instituições já adotaram programas de gestão de recursos hídricos para reutilização da água. “Eles já perceberam que a captação da água de boa qualidade pode ser feita de maneira simples e bastante efetiva em termos de custo e benefício”, esclareceu o deputado.

Zé Roberto acrescentou que o assunto vem ganhando cada vez mais destaque em todo o mundo, especialmente em tempos de escassez e racionamento de água, o que torna fundamental a busca por soluções eficientes a fim de evitar o desperdício. “E uma das melhores maneiras de fazer o reaproveitamento é por meio de um sistema próprio de captação da chuva”, concluiu.

Segundo especialistas, a água da chuva é considerada muitas vezes como esgoto, pois usualmente passa pelos telhados e pisos e vai para as bocas de lobo, onde, enquanto “solvente universal”, carrega todo tipo de impureza dissolvida ou apenas levada mecanicamente a um córrego e, posteriormente, ao rio.

Se captada em áreas de acesso restrito antes desse caminho, porém, pode ser aproveitada para fins não potáveis, sem a necessidade de um tratamento mais complexo.

Recursos hídricos

A superfície do nosso planeta é composta por 70% de água. Essa água tem um ciclo natural, que começa com sua evaporação, formando as nuvens que depois vão retornar para a terra através das chuvas.

De toda a água existente no planeta, porém, 97,5% estão nos oceanos e dos 2,5% restantes, 1,5% está nos polos (geleiras e icebergs), ficando apenas 1% disponível para o consumo humano, a maior parte em leitos subterrâneos, atmosfera, plantas e animais.

Atualmente, usamos para nosso consumo as águas de nascentes, lagos, rios e extrações de leitos subterrâneos e os aquíferos.

No entanto, com a poluição cada vez maior do ar, da terra, das nascentes, dos lagos, dos rios e dos oceanos, essas águas estão ficando contaminadas, exigindo uma enorme preocupação para sua preservação, pois sem água natural a vida como conhecemos não tem como existir. (Penaforte Diaz).

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